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Ìyálórìsà responsável pelo Ilê Ìyába Àse Òsun Doko, de Nação Ijexá, localizado na cidade de Gravataí-RS; filha de Pai Pedro de Oxum Docô. Contatos fone:(51) 9114-2964 ou e-mail fernanda__paixao@hotmail.com
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ogun, a Divindade que Abriu os Caminhos para o Mundo

(Extraído do livro "Encyclopedia of African Religion" de Molefi Kete Asante e Ama Mazama, adaptado e traduzido por Fernanda Ìyánláfémi t'Òsun Doko)


Ògún é uma das principais divindades do Oeste Africano, cuja história abrange vários milênios e cuja adoração estende-se por vários trechos do continente. Alguns estudiosos sugerem que Ògún pode ser adorado por mais de 70 milhões de pessoas no mundo inteiro, e o número de adoradores de Ògún aumenta constantemente.

Ogun é sobretudo a divindade do ferro e, por extensão, a divindade da guerra e da caça. Embora a primeira fundição de ferro tenha surgido na região central da Nigéria, tornando Ogun uma divindade yorubá preeminente(Orixá), o culto a Ogun foi atestado em toda a Costa do Guiné, onde havia se espalhado desde a antiguidade, com altares para Ogun sendo encontrados em praticamente todas as forjas.

No Reino de Daomé (hoje República de Benin), por exemplo, Ogun apareceu como Gu, a divindade do ferro e da guerra, e ficou em terceiro lugar no panteão entre os Voduns, logo após Mawu e Lisa.

Um emblema semelhante de Ogun foi e ainda é a espada. Outros emblemas semelhantes têm incluídos pequenos implementos de ferro, como enxadas, facas, punhais, pás e lanças, além de colares, pulseiras, roupas e coroas.

Essa reverência generalizada a Ogun, divindade do ferro, pode ser compreendida dentro do contexto que crê que o ferro e o trabalho de ferreiro são coisas sagradas. O derretimento do ferro em um forno, um símbolo difuso de útero feminino, tem sido frequentemente associado, em muitas sociedades Africanas, a fertilidade, vitalidade e poder criativo. A reconstituição da criação do mundo e da própria vida através da fusão e forja do ferro em grande parte explica o prestígio duradouro dos ferreiros e, acima de tudo, de Ogun, a divindade do ferro. Além disso, devido ao poder civilizador do ferro, Ogun também é considerado a divindade da civilização e da tecnologia.
Todos aqueles cuja atividade profissional está associada com metal, desde agricultores até cirurgiões, barbeiros, cabeleireiros, mecânicos, açougueiros, motoristas, soldados, caçadores, etc... prestam homenagem a Ogun como seu protetor.

Muitas são as festividades realizadas em honra de Ogun. Em Yorubaland é a Ogun que são dirigidos os apelos para manter a paz na sociedade. Na África, os personagens de Ogun incluem Ogun Akirim, Ogun Alagbede, Ogum Alara, Ogum Elemona, Ikole Ogun, Ogun Meji, Oloola Ogun, Onigbajamo Ogun e de Ogun Onire. Algumas de suas comidas e bebidas favoritas são cães, pombos, caramujos, galos, ovos, noz de cola, inhames, vinho de palma, azeite-de-dendê e tecidos em preto e branco.

Ogun atravessou o Oceano Atlântico, juntamente com milhões de Africanos, que foram removidos à força de sua terra natal durante o período escravização Européia, no qual homens, mulheres e crianças eram escravizados nas Américas. Compreensivelmente, o foco em Ogun como divindade do ferro ficou menos acentuada, ao passo que foi dada uma ênfase maior a Ogun como divindade da guerra. Em um ambiente no qual os africanos foram submetidos a crueldade e torturas de todos os tipos, em base constante, a divindade Ogun tornou-se absolutamente necessário e significativo. Em fato, Ogun está intimamente associado à Guerra Revolucionária no Haiti, que ocorreu no século XIX. Diz-se que Dessalines e Toussaint L'Ouverture, dois grandes heróis dessa guerra, fizeram ebó para Ogun, e foram, por sua vez, protegidos e guiados por ele.
No entanto, qualquer que seja a localização geográfica, características comuns são claramente visíveis. Ogun é inequivocamente associado a força e poder. Ele é o fogo, e como tal, pode ser bastante agressivo, direto, violento, forte. Devido à sua energia quente e seu pavio curto, Ogun tanto cria como destrói. Mas Ogun também é incontestavelmente um líder que rompe novos terrenos e abre novos caminhos quando outros já desistiram. Este atributo particular de Ogun como líder, se origina na ancestral história yorubá, na qual Ogun foi o que veio à frente de outros 401 Orixás na criação da Terra. Com suas ferramentas de ferro, veio desmatando as florestas, criando assim uma passagem sagrada para a Terra. Outros se seguiram a ele, enquanto Ogun abria o caminho para o mundo!

Ogun é Ogu no Haiti. No Vodu haitiano, ele gosta muito de fumar charutos e beber rum. Um facão firmemente plantado em frente ao altar continua a ser o emblema mais característico de Ogun. Seus personagens no Vodu incluem, entre outros, Ogu Feray (ou Fe OGU), Badagri OGU, Balindyo OGU, Ogu Batala, e Xangô OGU.

No Brasil, Ogun é Ogum. Seus adoradores utilizam peças e objetos de ferro em miniatura, assim como na África, como facas, espadas, pás, e picaretas, sobre os altares dedicados a ele.

Em resumo, Ogun continua a desempenhar um papel importante na vida religiosa Africana e seu incrível poder é ao mesmo tempo venerado e temido.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ògún e seu poder sobre os metais

(Extraído do livro "Mitos Yorubás: O Outro Lado do Conhecimento" de José Beniste, com adaptações)

Os Òrìsà e o povo estavam vivendo na Terra criada por Òsàlà, e onde todos exerciam suas tarefas: a caça, a limpeza da terra para a agricultura, a plantação, a construção de suas casas, para abrigo de suas famílias. Tudo era feito com muita dificuldade por falta de ferramentas adequadas para o trabalho e, agora, mais ainda, pois as distâncias aumentavam, a cidade crescia para o lado das montanhas, com seus terrenos desnivelados por gigantescas rochas com caminhos inacessíveis. 

Olhando o que tinha feito e o que estava por fazer, os Òrìsà discutiam a melhor solução para o problema. Diziam: "Deixe um de nós começar a tarefa, derrubando as árvores e limpando a terra. Depois poderemos plantar em nossos campos." Todos concordaram, exceto Olókun: "O meu domínio é a água. A terra e as árvores não são meus afazeres."

Òsányìn, o Òrìsà das folhas, disse: "Eu limparei primeiro os campos." E pegou a sua faca do mato, e partiu para as árvores, começando o seu trabalho. Mas a sua faca era feita de madeira e pedra, e, assim, ele não conseguia fazer o corte necessário. Após algum tempo de uso, ela quebrou. Òsányìn retornou e disse para os demais companheiros: "Eu comecei o trabalho, mas a madeira era tão dura que partiu a minha faca."


Òrìsà Oko, senhor dos campos livres, falou: "A minha faca é mais forte, e cortarei as árvores e destruirei as rochas." Em seguida, partiu para o trabalho, mas não conseguiu executá-lo como queria, pois a sua ferramenta não suportou a árdua tarefa. Disse então: "Aconteceu o mesmo comigo, a minha faca está cega e torcida."

Depois, Èsù, com seu corpo potente, armou-se com suas ferramentas e foi para o meio da floresta. Ali permaneceu por longo tempo e, quando retornou, seu semblante estava amarrado: "Eu limpei a terra e desloquei as rochas, mas o metal de minhas armas não é forte o suficiente para tal empreitada." Um por um os Òrìsà tentaram, mas não conseguiam fazer o que pretendiam. "Em que espécie de lugar estamos vivendo? Como poderemos sobreviver aqui?"


Até aquele momento, o único Òrìsà a se manter calado era Ògún, que observava todo o movimento sem nada dizer. Somente quando todos já haviam tentado, ele se levantou de onde estava e disse: "Nísisìyí àsìkò mi ni." ("Agora é a minha vez."). Dizendo isto, partiu para o campo. Executou o corte das árvores necessárias para a abertura dos caminhos; com potentes golpes destruiu as rochas, enquanto outras foram deslocadas para manter a terra livre das pedras. Toda a terra foi arada, amaciada e semeada. Deu novos caminhos, enquanto ia eliminando plantas desnecessárias. Ògún trabalhou até o final da tarde ininterruptamente. Quando terminou a sua obra, retornou para junto dos demais Òrìsà, que já o aguardavam. Lá chegando exibiu suas armas e ferramentas utilizadas. Estavam afiadas e intactas. 

Diante do que viam, perguntaram: "Que metal esplêndido é este?" Ògún respondeu: "O segredo desse metal me foi dado por Olódùmarè. É chamado de Irin, o ferro." Os Òrìsà olhavam as ferramentas de Ògún com muita admiração, dizendo: "Se tivéssemos o conhecimento do ferro, nada para nós seria difícil." Ògún observou o interesse de todos, mas relutou em ensinar o seu segredo. "Olódùmarè não me autorizou", disse. Mas não se negou a fazer armas e ferramentas a quem lhe pedisse. Para isso, construiu uma forja em sua casa e passou a fabricar os diversos tipos de armas e instrumentos de trabalho, pois Ògún, além de guerreiro, era um grande caçador. A caça, até aquela época, era efetuada com armadilhas e armas bem leves, além de se contar com muita sorte nas empreitadas. 

A relutância de Ògún continuava a incomodar os demais Òrìsà, que, embora estando com as novas armas criadas por Ògún, insistiam em conhecer o segredo de sua fabricação. Pensando no assunto, todos tomaram a iniciativa de dar a Ògún o título de Osìnmalè, o Chefe dentre as Divindades(osìn: chefe; irúnmalè: divindade). Considerando tudo isso, Ògún concordou com o pedido de todos. Passou a ensinar o processo de fazer a liga dos metais, a criação de armadilhas, ferramentas, lanças, espadas e facas. 

Em pouco tempo, todos os Òrìsà eram possuidores do conhecimento do uso do ferro. E vieram pessoas de outras regiões para aprender, e Ògún ensinou tudo a todos. Embora Ògún tivesse aceito o cargo de chefia que lhe fora dado por todos os Òrìsà, ele continuava a ser o grande caçador que era, pois muitos dependiam de sua capacidade para sobreviver.E, assim, embrenhava-se floresta adentro a fim de caçar os animais de que tanto gostava. Vestia-se de roupas de couro presas por màrìwò, equipava-se com as armas de luta e seguia seu caminho.

A atividade de caçador era muito árdua, obrigando-o a ficar isolado vários dias, dormindo sobre a terra ou em árvores. Ògún abatia muitos animais, em constantes lutas. Quando saía da floresta, estava sujo, seu cabelo, embaraçado, e as peles que vestia ficavam rasgadas e manchadas do sangue de sua caça. Seguia o caminho de volta à cidade para reencontrar seus companheiros.

Certo dia, os Òrìsà, ao verem Ògún chegando daquele jeito, disseram: "Quem é este estranho todo sujo que vem da floresta? Certamente não é Ògún, o qual indicamos para ser nosso chefe." Eles ficaram descontentes com Ògún e continuaram: "Um chefe deveria se manter com dignidade, suas roupas deveriam ser limpas, e o seu cabelo, bem aparado. Você está indistinguível do mais humilde caçador de Ifè, e o ar à sua volta está empesteado de carne morta." Dizendo isso, concluíram: "O cargo que lhe demos, nós o tiramos agora. Você não é mais o nosso chefe."

Ògún, ouvindo aquilo replicou: "Quando vocês precisaram do segredo do ferro, souberam implorar-me para ser o chefe de todos. Agora que já são possuidores do poder, dizem que eu cheiro mal." Falando isso, Ògún foi até o rio mais próximo, tirou suas roupas sujas de pele de animal e banhou-se. Quando já estava limpo, vestiu suas roupas de màrìwò(folhas de dendezeiro depois de desfiadas mediante um ritual específico), pegou suas armas e partiu para a cidade de Ìré. Construiu uma casa embaixo de uma árvore de akòko, lá permanecendo solitário, mas fiel aos seus compromissos de se manter vigilante nas terras de Ilé Ifè.




sábado, 5 de fevereiro de 2011

Oríkì ti Ògún

Ògún Alákàiyé Osìnmolè
(Senhor do mundo e líder dos Òrìsà)


Ògún olú irin
(O senhor dos metais)


Ògún aláda méjì
(O dono dos dois facões)


Olónà olà
(Dono do caminho da prosperidade)


Ògún gbénàgbénà igi lónje
(Controla os entalhadores e se alimenta da madeira)


Edun olú irin
(Dono de todos os instrumentos de ferro)


Ògún má dí òná(n) fún mi
(Não feche os caminhos para mim)


(Extraído do livro "As Águas de Oxalá: Àwon Omi Òsàlá", de José Beniste)





Os títulos de Ògún

(Extraído do livro "Mitos Yorubás: O Outro Lado do Conhecimento" de José Beniste, com adaptações)

Ògùn vivia com sua mãe, Yemoja, no castelo nas profundezas do mar. Cansado dessa vida, resolveu sair em busca de outra que se adaptasse ao seu temperamento. Pediu licença a ela e partiu.

Já em terra, caminhava por meio da floresta quando sentiu fome. Sentou-se embaixo de uma árvore, quando viu animais correndo. Logo fez uma lança de madeira e caçou o seu primeiro animal. Após prepará-lo da forma como gostava, ele se alimentou e sentiu suas forças se revigorarem. Por este ato de caça , recebeu o título de Ògún Olóde(Senhor dos Caçadores), ensinando esta função ao seu irmão Òsóòsì, porque o seu temperamento não dava para ficar esperando pelos animais.


Seguindo o seu caminho, Ògún, mais adiante, tropeçou numa pedra, que nada mais era do que um minério de ferro. Pegou-o e viu que era consistente e ideal para servir como sua arma de luta. Preparou uma forja e modelou o minério em forma de espada. Produziu também outras ferramentas que serviram para um trabalho melhor na lavoura. A este minério, Ògún deu o nome de Irin, ferro, e por isso ficou conhecido como Bàbá Irin(Pai do Ferro).



Eis que eclode uma guerra, e os Òrìsà necessitam de ajuda. Òrúnmìlà pede que Sàngó chame seu irmão mais velho para derrotar os inimigos, pois ele tem os segredos da guerra e também das armas. Ògún reluta mas acaba cedendo aos pedidos de Sàngó. Na guerra, Ògún se destaca pela bravura, liquidando os inimigos com sua espada e saciando sua sede com o sangue de seus adversários. Logo a notícia se espalha e o povo, ao ver Ògún retornando, passa a chamá-lo de Ògún Aiaká Gbamu Èjè, que significa: Ògún recebe e toma o sangue.

Com a vitória de Ògún, ele é novamente chamado para outra tarefa.: desta vez, a tomada da cidade de Ìré. Ògún teve de destruir primeiro as sete cidades que cercavam e defendiam o povo de Ìré, o que o fez ser chamado de Ògún Méjèèjè e, mais tarde, ao entrar vitorioso na cidade, ser aclamado como Ògún Oníré(Rei de Ire).


Deixando seu filho, Ògúndahunsi, no governo das novas terras conquistadas, Ògún retorna à cidade e passa a trabalhar com muita atividade em sua firja, sempre acesa, pois tinha que fabricar mais armamentos e ferramentas de trabalho para atender aos pedidos vindos de todas as regiões. Ògún se vestia com um avental de couro quando estava em seu trabalho na forja de metais, e o povo passou a chamá-lo de Ògún Alágbède, o ferramenteiro, o senhor da forja.
Esta demonstração de arte no manuseio do fogo com o objetivo de fazer a liga dos metais necessários o faz dizer diversas vezes a expressão Orò mi’ná(n), que quer dizer: Meu ritual é o fogo. Os pedidos passaram a ser tantos, devido às vitórias obtidas com sua espada invencível, que Ògún chamou seu irmão Èsù para ajudá-lo nas tarefas. Só que Èsù começou a criar problemas e Ògún teve de acorrentá-lo a suas próprias pernas. Devido a isto, Èsù só ia onde Ògún fosse.

Acontece que Ògún foi chamado para comparecer a dois lugares diferentes, no mesmo dia e na mesma hora. Então, Ògún pediu a Èsù que fosse a um deles e que se fizesse passar por ele. Combinou que quando batesse palmas, Èsù deveria voltar rapidamente. Assim, Ògún partiu para um lado e Èsù para outro. O povo, pensando que era Ògún que estava em dois lugares ao mesmo tempo, denominou-o Ògún Aláméji.



Depois de algum tempo, quando Ògún estava seguindo para um outro trabalho, os cães que existiam na região começaram a avançar sobre ele, latindo sem parar. Furioso, Ògún bateu palmas, mas Èsù não apareceu. Ògún então se pôs em fuga em direção à montanha, com os cães o perseguindo. Ògún, cada vez mais furioso, começou a dilacerar e matar os cães com os dentes. E o povo, vendo aquilo, exclamou: “Ògúnjá!”, uma forma reduzida da frase “Ògún je aja”, que significa: “Ògún come cachorro.”


CONCLUSÃO:

A multiplicidade do panteão de divindades pode ser explicada através deste relato. A fusão de culturas e os feitos heróicos proporcionam cognomes e títulos anexados às divindades, motivando individualizações. Foram criados assim novos Òrìsà atrelados ao Òrìsà principal.


NOTAS:

  • Orí Òkè: O alto da montanha. Onde Ògún costumava permanecer em seus momentos de solidão. Dali ele partia para suas conquistas: “Ojóti Ògún nti orí òkè bò, aso Iná(n) l’o mu bo ara èwù èjè l’o wò.” (No dia em que Ògún estava descendo a montanha, estava vestido de fogo e usava roupa de sangue.)
  • Alada Méjì: O dono das duas espadas. É outro título de Ògún e que revela o seu conhecimento na criação de todos os tipos de ferramentas para todas as finalidades, como bem revela a simbologia de seu assentamento. A expressão seguinte bem revela o fato: “Ògún aláda méjì o nfi òkan sá’ko, o nfi òkan yè ònà.” (Ògún, o dono de duas espadas, com uma ele prepara a fazenda, com a outra ele desimpede a estrada. 

  • Ìkolà: Como artista, é Ògún quem dá o toque final ao trabalho criativo de Òsàlá. Após este haver acabado a moldagem do homem físico, é Ògún quem assume o trabalho da circuncisão.
  • Ìbúra: Juramento, promessa. É ainda o metal de Ògún utilizado nas cortes de justiça, para as pessoas que não são cristãs nem maometanas. Assim, fazem o juramento de “dizer a verdade e nada mais que a verdade”, beijando uma peça de ferro, geralmente um facão. Este acordo feito perante Ògún é considerado extremamente sério.
  • Méjèèjè: Literalmente significa todos os setes. O radical éje representa o numeral sete, advindo daí outras tantas denominações: èkéje, sétimo; nêmese, sete vezes; méjeméje, sete de cada vez; ìjéje, sete dias atrás. Esta qualidade de Ògun é conhecida popularmente como Ògún Méje.